Fotos Divulgação. Assim como Brotas, Caconde, no estado de São Paulo, é um point para descarregar adrenalina na remada.
Canoagem com Rafting na água, em terra firme Trekking, Montain Bike, descida de Rapel em cachoeira. Nossa, são tantas as opções que você vai ter de reservar mais de um final de semana para curtir o clima que o site Remeze.com que adora remar, vai narrar.O Rafting, segundo instrutores, é um dos melhores do Brasil na região de Caconde. As corredeiras do rio Pardo, sendo bem honesta, vão do nível 2 ao 4 no máximo, em uma classificação de 1 a 6 no Brasil
A aventura começa com os ótimos professores, você senta na grama em frente aos botes infláveis e ao rio, são tantas as instruções que você acha que não vai dar conta. Relaxe....A primeira parte da remada no Rafting é tranqüila apesar de ser bem radical.
Passando por etapas, depois da calmaria, o rio melhora ou piora - e fica difícil evitar o contato com a água gelada aumentando a adrenalina no inverno e, refrescando o corpo no verão com a água do rio.
Descem vários botes ao mesmo tempo. Uma comitiva. O legal é tentar sair seco de uma corredeira e esperar o bote seguinte, só pra ver o pessoal ser arremessado. Claro, com toda segurança, cada pessoa usa colete salva-vidas, capacete, luva etc.
No meio do passeio, que dura cerca de uma hora e meia em média, você já se considera uma pessoa capaz de remar qualquer rio, de enfrentar qualquer obstáculo na remada, tamanha sensação do objetivo concretizado em águas bravas.
Depois da remada, a galera que remou no Rafting, percorre uma pequena trilha a pé. O motivo é o "corredor polonês", uma corredeira nível 3 até 4 cheia de pedras, bastante perigosa. Ali, somente os kayakers pros ou remadores passam.Para os mais aventureiros não ficarem decepcionados, o trecho final do corredor é feito no bote, porque é a sobra do pico, o fim da festa resumindo. Além disso, é possível saltar de uma pedra, você pula...em um verdadeiro liquidificador. Engolir água e sair engasgado é regra. Igual as ondas do mar.
No final da descida, uma certeza: todo o stress que estava acumulado no organismo desapareceu. Você está novo para retomar sua rotina.
História do Rafting
A primeira viagem de barco em corredeiras foi registrada em 1869, quando John Wesley Powel organizou a primeira expedição no Rio Colorado, nos Estados Unidos. Os aventureiros não tinham técnica para manobrar os barcos nas corredeiras e tiveram problemas de capotamentos e choques em pedras.
A história moderna do rafting teve início em 1842, quando Lieutenant John Fremont, do exército, fez suas primeiras expedições utilizando um barco desenhado por Horace H. Day. O barco possuía quatro compartimentos separados. O nome desse bote era Air Army Boats.
Em 1986, Nataniel Galloway revolucionou as técnicas de rafting mudando a direção do assento do bote, que passou a ficar virado para frente possibilitando encarar de frente as corredeiras e facilitando as manobras.
Durantes as duas grandes guerras mundiais, o exército americano passou a reutilizar os botes de borracha, mas dessa vez como botes salva-vidas. Mas foi depois da II Guerra que o rafting teve um grande impulso. Aventureiros na América do Norte passaram a usar os botes excedentes no exército, muito similares aos botes de hoje.
No Brasil, a história do rafting é mais recente. Os primeiros botes para corredeiras chegaram em 1982, quando foi montada a primeira empresa brasileira de rafting: a TY-Y expedições, que no início operava no Rio Paraibuna do Sul e Rio Paraibuna, ambos em Três Rios, Rio de Janeiro.