Remada com Paddleboard sem o Remo

Crédito do texto REMADAS
Esportes de remada estão no Brasil há muitos anos, mas ainda está distante de todo o potencial que poderá alcançar se as portas não forem derrubadas, exemplo disso são as competições, cultura e tradições que existem há longos anos no exterior, onde a remada é bastante praticada no Hawaii, Estados Unidos e Austrália por skatistas, surfistas e remadores radicais. Sendo assim, o esporte pode ganhar uma nova dimensão no litoral brasileiro, graças a sites direcionados, lojas especializadas, público e consumidores. O novo está no ar e na prática com equipamentos duráveis, não gosta quem não quer da remada.

Imagens de Jaime Mitchell que venceu 6 vezes o QSE
Crédito das fotos Hennesseyspaddleboarding.com
Segundo historiadores, tudo começou no século XX. Mais precisamente em 1926, quando começaram a surgir museus. Em um museu de surf no Hawaii, o americano Tom Blake viu e, construiu(shape) uma réplica de tábua havaiana (prancha de remada) feita para os reis havaianos. As pranchas desta época eram maciças feitas de madeira Wili-Wili.

Com o passar do tempo, rolou uma pequena evolução e o paddleboard em fibra continuou sendo utilizado também pelos salva vidas (guard life do hawaii) como equipamento para auxiliar no resgate. Hoje é considerada uma modalidade esportiva igual a marca Remadas.

(Pranchas que variam de tamanho 12 pés até 15 pés) os remadores fazem travessias remando. Na competição mais importante do mundo, o “ Molokai to Oahu Paddleboard Race” , uma remada em torno de 32 milhas entre as duas ilhas em um canal chamado “ Kaiwi Channel”.

Kaiwi Channel, um dos mais perigosos do mundo para remar. Remadores desafiam o oceano em busca da remada perfeita.

Sendo uma remada externa da vida, remar em oceano em cima de uma prancha bravamente sem ajuda de remos é algo que pode surpreender quem sempre remou com o auxílio de remos. E remar, é algo que Jaime Mitchell sabe muito bem.

Campeão mundial e salva-vidas, o australiano Jamie Mitchell, de 29 anos, já venceu por seis vezes a edição anual do QuiksilverEdition07 Molokai a Oahu com Paddleboard, ao ganhar o sexto ano consecutivo, aumentou sua reputação entre os praticantes, sendo apontado o melhor paddler em competições.

Jaime é criado no oceano desde criança, ficar horas e horas no mar já faz parte da rotina do multi-atleta. Praticante de kitesurf em ondas tubulares, Stand Up remando, surfista de ondas grandes de tow in, um cara que está sempre preparado para enfrentar qualquer situação em alto mar. Típico surfista, se não tem onda, ele vai remar, estar no oceano é sua segunda casa e o que o mar oferecer ficará à-vontade para se divertir, curte diversas modalidades esportivas, praticamente começou com um Caiaque.

Vindo de uma família com raízes no oceano, ao lado do pai mergulhador e pescador, remava quando era criança perto de ondas com seu pai e irmão, pegava onda de caiaque. Hoje, ele participa de corridas de remada ao redor planeta.

Em busca da remada espetacular, o Quiksilver Edition Molokai - Oahu, também é uma das provas mais difíceis da modalidade, são 55 km remando com canais profundos e tendo correntes fortes, segundo especialistas, a segunda maior correnteza do mundo. O evento reúne centenas de remadores de 18 e 50 anos para remar na travessia histórica do Hawaii, local de grandes ondulações onde Eddie Aikau perdeu a vida. Mais informações, visite o website Quiksilveredition.com/molokai.aspx